Comunicado de Imprensa - 28 de Maio de 2006
28 de Maio - Dia Mundial da Saúde da Mulher
Sendo a saúde considerada um bem valiosíssimo na nossa sociedade, o Movimento pela Despenalização do Aborto na Assembleia da República lembra nesta data todas as mulheres que, tomando a difícil decisão de interromper a gravidez, foram julgadas na praça pública, tiveram problemas de saúde, perderam a vida ou ficaram com sequelas, fruto das deficientes condições sanitárias que a falta de legislação adequada permite.
A garantia de uma interrupção voluntária da gravidez, a pedido da mulher e até às 12 semanas, em condições de segurança, é parte integrante da promoção da saúde sexual e reprodutiva das mulheres, constante em múltiplas recomendações internacionais.
É ainda essencial que sejam ampliadas as condições de acesso a consultas de planeamento familiar e a acessibilidade à contracepção, incluindo a contracepção de emergência; que seja concretizada a educação sexual e garantida a protecção social da maternidade-paternidade.
O movimento de opinião pela despenalização do aborto continua a recolher assinaturas com vista à sua entrega, em Setembro, na Assembleia da República.
Contamos com variadíssimos profissionais na área da cultura.
Contamos com destacados dirigentes de diversas organizações sociais.
Contamos com o apoio de centenas de profissionais de saúde, de que hoje destacamos:
Alina Sousa
Álvaro Cartas
Ana Oliveira
António Gamito
Carlos Silva Santos
Carmén Salpico
Carolino Monteiro
Celso Silva
Conceição Rodrigues
Edgar Santos
Fátima Monteiro
Fátima Oliveira
Francisco Allen Gomes
Graça Mexia
Generosa Matias
Glória Ferreira
Guadalupe Simões
Helena Neves
Inês Fontinha
Isabel Barbos
Joaquim Judas
Luís Hermenegildo
Manuel Cunha
Margarida Costa
Marta Crawfor
Paulo Anacleto
Regina Marques
Rosa Gomes
Rosário Horta
Rui Santos
Sara Silva
Vitória Caldeira.
Contamos com milhares de mulheres e homens que não baixam os braços.
Vamos fazer de 28 de Junho o Dia Nacional pela Despenalização do Aborto e um momento particular para se proceder à recolha de assinaturas, por todo o país.
Defendemos a interrupção voluntária da gravidez até às 12 semanas, a pedido da mulher:
- Porque cabe à mulher decidir.
- Porque cabe à sociedade respeitar a sua decisão.
- Porque cabe ao Estado garantir uma interrupção voluntária da gravidez em condições de segurança para a saúde da mulher e no respeito pela sua dignidade.
